Grandes marcas, equipas pequenas
Começamos pelo fim: uma grande marca não se mede pelo tamanho da sua equipa de marketing. Mede-se pelo tamanho do Marketing que essa equipa consegue fazer.
Nunca se pediu tanto ao Marketing
As marcas cresceram, os canais multiplicaram-se, os dados explodiram, a tecnologia entrou definitivamente no departamento e a Inteligência Artificial anda a acelerar tudo.
Mas as equipas não cresceram ao mesmo ritmo. Pior: todos os dias “uma das grandes” anuncia uma reorganização.
O nosso Estudo Nacional sobre os Desafios dos Departamentos de Marketing em Portugal mostrou uma realidade particularmente reveladora:
- Metade dos departamentos de marketing tem menos de cinco pessoas.
- 15% funcionam apenas com uma.
E não estamos a falar apenas de pequenas empresas. Também encontramos equipas reduzidas em organizações de grande dimensão. Ou seja: ao mesmo tempo que as equipas permanecem pequenas, o território do Marketing está a aumentar.
E se o dia tivesse mais horas?
Todos já ouvimos ou já dissemos:
- “O dia devia ter mais horas.”
- “Falta-me tempo para pensar.”
- “Passo o dia em reuniões, preciso de trabalhar.” (como se as reuniões fossem lúdicas, mas enfim).
- “Tenho o inbox a arder.”
Mas talvez o dia não precise de ter mais horas. Talvez precisemos de conseguir fazer mais com as horas que temos.
É aqui que o conceito de extended team ganha relevância. Não se trata de substituir as equipas internas. Trata-se precisamente do contrário: dar-lhes mais capacidade para fazerem aquilo que só elas podem fazer.
Uma equipa externa pode assumir determinados projetos, trazer competências que não justificam uma contratação permanente, garantir método e continuidade ou simplesmente fazer avançar prioridades que, de outra forma, ficariam meses na lista do “temos de fazer”. No fundo, não acrescenta horas ao dia. Acrescenta capacidade às horas que temos.
O tamanho da equipa já não é a pergunta certa
Durante muito tempo medimos a capacidade de um departamento pelo número de pessoas que tinha. Talvez tenhamos de começar a medi-la de outra forma:
- Que competências consegue mobilizar?
- Que projetos consegue fazer avançar?
- Com que velocidade?
- Com que qualidade?
- E com que impacto no negócio?
Uma equipa de quatro pessoas pode, na prática, ter dez, quinze ou vinte pessoas à sua volta. Especialistas, consultores, agências, parceiros tecnológicos e equipas externas.
O desafio deixa de ser construir internamente uma equipa capaz de fazer tudo. Passa a ser construir o ecossistema certo para conseguir fazer tudo aquilo que realmente importa. Hoje esta é também uma forma de grandes organizações acrescentarem capacidade, senioridade e competências às suas equipas sem aumentarem permanentemente a estrutura.
Grandes marcas não precisam necessariamente de grandes equipas
Precisam de um grande Marketing. Precisam de tempo para pensar e de capacidade para executar. Das competências certas no momento certo e de conseguir transformar estratégia em resultados sem esgotar as pessoas pelo caminho.
Talvez o futuro não seja fazer crescer indefinidamente os departamentos de marketing. Talvez seja construir equipas mais inteligentes, mais flexíveis e mais abertas. Equipas pequenas por dentro. Grandes por tudo aquilo que conseguem mobilizar à sua volta.
E está dito: Porque uma grande marca não se mede pelo tamanho da sua equipa de marketing. Mede-se pelo tamanho do Marketing que essa equipa consegue fazer.
A nossa equipa
No Departamento de Marketing trabalhamos precisamente assim: como uma extensão das equipas internas, combinando o conhecimento que existe dentro da organização com experiência, competências e capacidade externa. Não somos uma agência. Também não somos apenas mais um fornecedor. Somos equipa.Transforma ambições estratégicas em resultados comerciais sustentáveis.