As primeiras vezes

Restaurante El Nacional

As primeiras vezes

Já é uma tradição. Todos os anos, em abril, registo aqui o nosso aniversário.

Em 2022 nos 5 anos escrevi sobre “A próxima geração de marketeers”. Falei de futuro. Lamentei não termos uma foto do primeiro dia mas registo que não nos faltam fotos do caminho. Nesta altura já não eramos uma soma das nossas carreiras até ali o Departameto de Markeying já tinha forma.

No 6º aniversário, em abril de 2023 listei os inegociáveis, as coisas sem as quais já não consigo viver. Nesta altura já sabiamos muito bem quem somos e o que não queremos ser.

A famosa crise dos 7 anos das relações foi o mote da reflexão de 2024, sétimo aniversário. Falei do que nos tira do sério no estado atual do marketing, falei de desconforto e sublinhei que na nossa paixão pelo marketing, não há crise.

No ano passado, abril de 2025, o artigo foi sobre as duplas. Central na nossa forma de trabalhar. O valor da complementaridade e a importância de ter sempre alguem com quem celebrar e alguém com quem chorar.

E agora, aos 9, dei por mim a pensar no valor das primeiras vezes. Há qualquer coisa nas primeiras vezes que não volta a acontecer da mesma forma.

A primeira pessoa que disse que sim.
Sem histórico. Sem garantias. Só com confiança.

Cada vez que alguém diz “sim”, colega ou cliente, a sensação continua a ser maravilhosa. É sempre uma prova de confiança e não há maior responsabilidade. Continuamos a fotografar o primeiro dia de quem chega e a primeira reunião com o cliente.

A primeira equipa.

Pequena, próxima, a construir tudo — sem sabermos exatamente como.

E aqui tenho de falar dos pioneiros Marta Amorim e Daniel Coelho, no Departamento há 7 anos. Nas sessões de onboarding, gostam de lembrar a quem chega que quase tudo o que hoje é garantido nem sempre foi assim. Adoro a nossa história e a nossa memória. Contrato vitalício!

Os primeiros clientes.

 Os que confiaram antes de termos provas. Antes de sermos “seguros”. Os que compraram mais a nossa história individual do que a coletiva. Obrigada aos 3 Fs.

As primeiras conquistas.

As que celebrámos como se fossem únicas — porque, na altura, eram mesmo.

A primeira walking meeting. O primeiro escritório.
A primeira festa de Natal. A primeira rodada de tequila juntos.
A primeira sessão de fotos em equipa.
A primeira multinacional que nos contratou.
O primeiro merchandising com o nosso logotipo.
A primeira vez que saímos nas notícias.
A primeira negociação com um departamento de compras.
A primeira All Hearts Meeting.
O primeiro business plan. O primeiro organograma.
A primeira ida a Gijón, aos headquarters.
A primeira contratação Gen Z.
A primeira reunião de sócios.
A primeira visita de estudo.
O primeiro episódio do podcast Walking Meeting (que hoje está no 40.º).
O primeiro encontro do CMO Club.
A primeira diversificação — o Departamento de Vendas.

As primeiras vezes das nossas tradições. Os nossos rituais. As nossas manias.

Com o tempo, vamos ficando melhores.
Mais estruturados. Mais exigentes. Mais rápidos.

Que a velocidade não nos tire a memória.

Estas memórias são como os ímanes que trazemos das viagens e colocamos bem à vista, nos nossos frigoríficos.

Adoro a nossa história — emocional, imperfeita, com soluços.
Adoro ter sido feita do nada, por nós, em equipa. A experimentar, do alto da nossa senioridade.

Reconheço o valor de cada passo. Alguns no momento. Outros mais tarde.

Recuso-me a normalizar aquilo que, um dia, foi extraordinário.
Registo os milestones do ano — é assim que começamos cada business plan: a recordar o caminho.

E talvez seja esse um dos maiores desafios de uma organização que cresce:
não perder o sabor das conquistas. Não esquecer a sua história e o seu porquê.

Este ano tivemos algumas novas primeiras vezes. Que nunca parem.

Porque não é para nos gabar — mas temos feito coisas incríveis. Só não nos queremos habituar não é assim Tiago, Marta, Daniel, Nuno, Catarina, João, Jorge, João Maria, Rodrigo?

Obrigada, malta!

Inês Simas