Uma marca é como uma pessoa

Uma marca é como uma pessoa

Pense na sua marca da seguinte forma: se fosse uma pessoa, apetecia-lhe conversar com ela? Essa marca teria alguma coisa interessante para lhe dizer? Teria um ponto de vista? Daria uma boa conversa?

Neste linha de pensamento atrevemo-nos a dividir as marcas em 3 tipos:

  • As marcas que não falam;
  • As marcas fala-barato;
  • As marcas que conversam

Hoje falemos das marcas que não falam. A imagem deste artigo não é um erro. É mesmo assim que vemos uma marca que não fala, vazia, sem conteúdo.

Muitas marcas não falam

Talvez seja nesta tipologia que encaixam a grande maioria das marcas/empresas. E não estamos a falar de falta de budget para comunicação. Há muitos canais e formas de comunicar que não implicam dinheiro. Já lá vamos.

Num projeto para um cliente, começámos por analisar o site da empresa. Trata-se de uma empresa de serviços e o seu site era essencialmente um catálogo de fotografias de trabalhos realizados. Uma imagem vale muito mas não substitui a existência de uma proposta de valor. Não conseguimos perceber através da fotografia exatamente o que fazem e em que é que são diferentes. O mesmo deve ter acontecido com muitos potenciais clientes.

“Se as pessoas soubessem o que nós fazemos, faziam filas à porta”, ouvimos noutro dia de um potencial cliente.

O que pode fazer para a sua marca começar a falar?

Comprar espaço publicitário, ativar as redes sociais, fazer catálogos, ir a feiras, enviar comunicados para os meios de comunicação social, distribuir amostras, enviar newsletters para a base de dados, aventurar-se com influencers ou simplesmente marcar reuniões com potenciais clientes. Tudo isto são formas de comunicação mas espere, antes de tudo certifique-se que sabe o que quer dizer. Esta é a parte mais desafiante e a que fará a toda a diferença.

Não fale por falar

Os nossos 5 conselhos para pôr a sua marca a falar da forma mais adequada:

1 – Defina a proposta de valor

A elaboração de uma proposta de valor é a chave para o sucesso de qualquer oferta. Esta proposta deve conter informação em torno de três eixos. O primeiro eixo assenta na própria oferta e respetivos atributos, o segundo centra-se no consumidor e nos benefícios que este pode retirar dali. Por fim, o terceiro eixo reside na diferenciação em relação a ofertas concorrentes.

2 – Treine o seu  “elevator pitch”

Já ouviu falar neste conceito? A wikipedia ajuda. Mas de forma ainda mais simples imagine que entra num elevador com um potencial cliente. Do r/c ao 5º andar tem que ser capaz de explicar o que faz, gerar identificação e interesse em saber mais. Consegue? Construa o seu elevator pitch a partir da proposta de valor e treine, treine muito. Esse é o segredo.

3 – Fale do ‘como’, do ‘quem’ e não apenas ‘do quê’

Mais um exemplo, sempre que entramos no site de uma empresa de serviços e não temos a apresentação da equipa ficamos sempre desapontados. No caso do Departamento de Marketing, no site, nas nossas apresentações, nas propostas, na comunicação nas nossas redes sociais contar quem e como somos é chave.

Especialmente na área de serviços todos queremos saber com quem trabalhamos, quem são, o que os move, que experiência têm, quem conhecem, do que gostam, com quem trabalham. Pessoas, pessoas, pessoas. É sempre sobre as pessoas. Fale de si e sua equipa. É um fator de diferenciação e gera empatia

4- Não permita que a falta de budget faça com que a sua marca não fale.

Olhe para os diversos meios de comunicação de forma abrangente: os meios próprios, os meios ganhos e depois então os meios pagos.

Qualquer empresa tem vários meios e suportes de comunicação que não acarretam custos de espaço publicitário: os meios pagos. O site da empresa, as redes sociais, a fachada da empresa, newsletters, etc

Os meios ganhos são aqueles em que conseguimos obter exposição mediátia através de outros. Parcerias em que outras empresas divulgam os nossos serviços, notícias nos meios de comunicação social ou publicações de influencers são apenas alguns exemplos.

Idealmente reserve algum budget para investir em meios pagos que lhe trarão um maior alcance. Mas não permita que a falta de budget faça com que a sua marca não fale. Costumamos dizer que um post do influencer certo é o anúncio de TV dos pequenos negócios. Uma boa avaliação no trip advisor ou similar pode valer muito mais do que uma campanha de outdoors.

5 – Seja rigoroso na abordagem

Tome a decisão e avance.  Se não tiver recursos internos para o fazer, entendendo recursos por tempo e/ou pessoas, peça ajuda externa especializada. Definir a proposta de valor é muito mais complexo do que parece, acredite.

Defina objetivos, budget e métricas. Prepare-se, nem tudo vai resultar mas só se medir terá essa conciência e poderá corrigir e voltar a tentar.

Seja consistente e paciente. Não esteja sempre a mudar. Dê tempo para que os resultados apareçam.

 

Só se a sua marca falar é que vai ter interessados em “conversar” consigo. E a conversa traz negócio.

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